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A longa e difícil luta pela Abolição

A luta pela Abolição foi longa e difícil. Desde 13 de março de 1831, estava proibido no Brasil o tráfico de escravos que, no entanto, continuava a acontecer em grande escala como contrabando. Nem a lei de 7 de novembro, que tornava livres os escravos trazidos ao Brasil e impunha penas a quem os traficava, mudou essa situação. O fim da Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870) aumentou a pressão pelo fim da escravatura, uma vez que soldados de todas as cores suportaram os mesmos sacrifícios da campanha, fazendo injustificável a continuação da escravidão no País. Em 23 de outubro de 1887, o General Deodoro da Fonseca dirigiu à Princesa Isabel – Regente do Império durante a ausência de Dom Pedro II – documento em que rogava que o Exército não fosse empregado na caça a escravos. No dia 13 de maio de 1888, foi aprovada, em última discussão no Senado e sancionada no mesmo dia pela Princesa Isabel, a abolição da escravatura no Brasil.

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Guararapes, o altar da Pátria

Guararapes foram as Termópilas brasileiras, com vitória. A primeira batalha de Guararapes é um acontecimento de grande importância na História do Brasil, mais do que pelos aspectos militares, pelos sociais que determinaram a formação e evolução do País. Como lamentaram os holandeses mais tarde, os brasileiros os atacaram em formação dispersa, avançando rapidamente sobre eles, dificultando a sua pontaria. O efeito da rajada foi aproveitado pelos brasileiros que, ao já conhecido brado “às espadas” lançaram-se sobre os dois regimentos holandeses da vanguarda. O que aconteceu nesse momento foi outra surpresa no campo de batalha. A tradicional formação europeia de piqueiros e mosqueteiros foi rompida pelos brasileiros, que entraram pelo dispositivo holandês adentro, fazendo enorme estrago com suas espadas. Guararapes foi mais do que uma vitória militar, foi o marco do nascimento de uma nação. Feliz o Exército que tem por berço o Altar da Pátria.

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A FEB e a conquista de Montese

A batalha de Montese foi a mais difícil travada pela FEB durante a campanha na Itália. Ao tomar conhecimento da conquista de Montese no primeiro dia da ofensiva aliada, 14 de abril, o General Crittenberger, comandante do IV CEx, disse: “na jornada de ontem, só os brasileiros mereceram as minhas irrestritas congratulações; com o brilho do seu feito e seu espírito ofensivo, a Divisão brasileira está em condições de ensinar às outras divisões como se conquista uma cidade”. Com o êxito da ofensiva aliada, os alemães perderam a Linha Gengis Khan, última posição defensiva ao sul do Rio Pó, e suas divisões se precipitaram em fuga para o norte. No dia 2 de maio os alemães se rendiam na Itália, a primeira frente de guerra na Europa onde se encerraram as hostilidades.

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O 31 de Março de 1964: História e Memória

Os fatos, as circunstâncias e os atores desse acontecimento fazem parte da evolução política do Brasil. E é a História, como conhecimento, que pode nos oferecer a sua compreensão. As razões da intervenção militar em 1964 foram expostas na Circular datada de 20 de março, expedida pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, General Castello Branco. São 18 parágrafos, quase todos curtos, nos quais o General Castello Branco reconhece a gravidade da situação nacional, identifica as ameaças e, no tocante às Forças Armadas, reitera a sua missão constitucional, reafirma o seu compromisso com o Brasil e estabelece a “decorrente conduta militar”. A partir desse momento, pela assertividade e oportunidade do texto, Castello Branco se coloca como chefe e líder de um movimento em defesa das instituições democráticas do País. Foi sob sua égide que se inauguraria a V República, o regime político durante o qual aconteceram os maiores avanços de desenvolvimento e as mais importantes reformas políticas, econômicas e sociais da História do País.

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A Conquista de Monte Castelo

Monte Castelo foi a mais difícil conquista da Força Expedicionária Brasileira (FEB) durante a Campanha da Itália, entre setembro de 1944 e abril de 1945, na Segunda Guerra Mundial. Antes que viesse a primavera, Monte Castelo fora conquistada, o que causou grande repercussão no âmbito do IV CEx, cujo comando mostrou-se surpreso com a iniciativa e agressividade dos brasileiros no flanco direito da 10a Divisão. No Vale do Reno, estavam garantidas as condições para a ofensiva aliada de primavera que haveria de pôr fim à guerra na Itália. A divisão brasileira havia desenvolvido a capacidade de operar integradamente, conquistando uma grande vitória, a primeira das que se seguiriam.

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A Estratégia do Brasil na Guerra da Cisplatina (1825-1828)

A Guerra da Cisplatina opôs o Brasil, então uma monarquia governada pela dinastia de Bragança, às Províncias Unidas do Prata, com capital em Buenos Aires, o núcleo geohistórico da atual Argentina. O resultado imediato da campanha de 1827 que culminou na batalha de Passo do Rosário, em 20 de fevereiro, foi a retirada do Exército Republicano do território brasileiro.

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A Segunda Batalha de Guararapes

No dia 18 de fevereiro de 1649, o exército holandês deixou Recife com 5.000 homens e marchou para os Montes Guararapes. No dia seguinte, postou-se em formação, pretendendo atrair o exército patriota ao combate. Os brasílicos, alertados da saída holandesa desde a véspera, haviam deixado o Arraial Novo e, em número de 2.600, chegaram aos Guararapes no final da tarde do mesmo dia. O ataque começou pelos montes ao N, realizado pelo terço de Vidal de Negreiros. Fernandes Vieira acometeu pelos flancos e retaguarda, chegando à artilharia que estava com elas. Os dois ataques, de Vidal de Negreiros e de Fernandes Vieira, convergiram na baixada, rompendo o dispositivo holandês que entrou em colapso. Proporcionalmente, as baixas holandesas foram ainda maiores do que as sofridas na primeira batalha. A segunda batalha de Guararapes selou o destino do Brasil holandês.

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Manoel da Nóbrega e José de Anchieta na História do Brasil

Ao comemorarmos a fundação de São Paulo em 1554, é importante lembrar que a criação da povoação que lhe daria origem foi obra do Padre Manoel da Nóbrega e do Padre José de Anchieta, que, no entanto, tiveram papéis amplos e importantes na História do Brasil. Entre outros fatos, em 1559, Nóbrega embarcou na expedição de Mem de Sá, que veio ao Rio de Janeiro livrá-lo dos franceses. Junto com o seu dedicado auxiliar José de Anchieta, em 1563, conseguiu pacificar os tamoios de Piratininga e São Vicente, um importante sucesso para a segurança das novas povoações. A atuação de ambos comprova que o Brasil nasceu sob o signo da cruz e da espada, da fé e da coragem.

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A expedição de Martim Afonso de Sousa

Dando conta da enormidade da terra descoberta que cabia a Portugal e das notícias da presença nelas de navios franceses, D. João III decidiu enviar a primeira expedição notadamente colonizadora ao Brasil. A expedição de Martim Afonso de Sousa teve resultados importantes, mas o grande resultado da expedição foi a ocupação e conquista do território, expulsando franceses da costa e fundando a primeira povoação do Brasil, São Vicente.

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A Epopeia da Legião de São Paulo

Olvidam-se os acontecimentos e personagens decisivos para a formação e evolução do Brasil, como os feitos dos homens da Legião de São Paulo. Em 1776, além de ter seus feitos reconhecidos, inspirou a criação da Legião de Tropas Ligeiras. Mas a consagração da Legião na História Militar do Brasil viria de sua atuação nas Guerras de 1811 e contra Artigas, em 1816. Se ainda resistem ao esquecimento os feitos da Legião de Tropas Ligeiras de São Paulo, desapareceu a memória do monumento a um dos capítulos mais importantes dessa epopeia.

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