Autor: Sergio Paulo Muniz Costa

A FEB e a conquista de Montese

A batalha de Montese foi a mais difícil travada pela FEB durante a campanha na Itália. Ao tomar conhecimento da conquista de Montese no primeiro dia da ofensiva aliada, 14 de abril, o General Crittenberger, comandante do IV CEx, disse: “na jornada de ontem, só os brasileiros mereceram as minhas irrestritas congratulações; com o brilho do seu feito e seu espírito ofensivo, a Divisão brasileira está em condições de ensinar às outras divisões como se conquista uma cidade”. Com o êxito da ofensiva aliada, os alemães perderam a Linha Gengis Khan, última posição defensiva ao sul do Rio Pó, e suas divisões se precipitaram em fuga para o norte. No dia 2 de maio os alemães se rendiam na Itália, a primeira frente de guerra na Europa onde se encerraram as hostilidades.

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O 31 de Março de 1964: História e Memória

Os fatos, as circunstâncias e os atores desse acontecimento fazem parte da evolução política do Brasil. E é a História, como conhecimento, que pode nos oferecer a sua compreensão. As razões da intervenção militar em 1964 foram expostas na Circular datada de 20 de março, expedida pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, General Castello Branco. São 18 parágrafos, quase todos curtos, nos quais o General Castello Branco reconhece a gravidade da situação nacional, identifica as ameaças e, no tocante às Forças Armadas, reitera a sua missão constitucional, reafirma o seu compromisso com o Brasil e estabelece a “decorrente conduta militar”. A partir desse momento, pela assertividade e oportunidade do texto, Castello Branco se coloca como chefe e líder de um movimento em defesa das instituições democráticas do País. Foi sob sua égide que se inauguraria a V República, o regime político durante o qual aconteceram os maiores avanços de desenvolvimento e as mais importantes reformas políticas, econômicas e sociais da História do País.

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A Conquista de Monte Castelo

Monte Castelo foi a mais difícil conquista da Força Expedicionária Brasileira (FEB) durante a Campanha da Itália, entre setembro de 1944 e abril de 1945, na Segunda Guerra Mundial. Antes que viesse a primavera, Monte Castelo fora conquistada, o que causou grande repercussão no âmbito do IV CEx, cujo comando mostrou-se surpreso com a iniciativa e agressividade dos brasileiros no flanco direito da 10a Divisão. No Vale do Reno, estavam garantidas as condições para a ofensiva aliada de primavera que haveria de pôr fim à guerra na Itália. A divisão brasileira havia desenvolvido a capacidade de operar integradamente, conquistando uma grande vitória, a primeira das que se seguiriam.

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A Estratégia do Brasil na Guerra da Cisplatina (1825-1828)

A Guerra da Cisplatina opôs o Brasil, então uma monarquia governada pela dinastia de Bragança, às Províncias Unidas do Prata, com capital em Buenos Aires, o núcleo geohistórico da atual Argentina. O resultado imediato da campanha de 1827 que culminou na batalha de Passo do Rosário, em 20 de fevereiro, foi a retirada do Exército Republicano do território brasileiro.

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A Segunda Batalha de Guararapes

No dia 18 de fevereiro de 1649, o exército holandês deixou Recife com 5.000 homens e marchou para os Montes Guararapes. No dia seguinte, postou-se em formação, pretendendo atrair o exército patriota ao combate. Os brasílicos, alertados da saída holandesa desde a véspera, haviam deixado o Arraial Novo e, em número de 2.600, chegaram aos Guararapes no final da tarde do mesmo dia. O ataque começou pelos montes ao N, realizado pelo terço de Vidal de Negreiros. Fernandes Vieira acometeu pelos flancos e retaguarda, chegando à artilharia que estava com elas. Os dois ataques, de Vidal de Negreiros e de Fernandes Vieira, convergiram na baixada, rompendo o dispositivo holandês que entrou em colapso. Proporcionalmente, as baixas holandesas foram ainda maiores do que as sofridas na primeira batalha. A segunda batalha de Guararapes selou o destino do Brasil holandês.

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A expedição de Martim Afonso de Sousa

Dando conta da enormidade da terra descoberta que cabia a Portugal e das notícias da presença nelas de navios franceses, D. João III decidiu enviar a primeira expedição notadamente colonizadora ao Brasil. A expedição de Martim Afonso de Sousa teve resultados importantes, mas o grande resultado da expedição foi a ocupação e conquista do território, expulsando franceses da costa e fundando a primeira povoação do Brasil, São Vicente.

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O Brasil na 2° Guerra Mundial

No dia 8 de maio de 2020 se completaram 75 anos desde a vitória aliada sobre o nazi-fascismo na Europa, vitória da qual o Brasil participou diretamente na campanha marítima no Atlântico Sul, com sua Marinha de Guerra e Força Aérea, e da guerra na Europa, na campanha no Teatro de Operações da Itália, com a Força Expedicionária Brasileira e o 1o Grupo de Aviação de Caça. Essa participação, iniciada mesmo antes da declaração de guerra à Alemanha e Itália em agosto de 1942, somada às exigências de defesa do território nacional e de segurança das bases aéreas e navais cedidas aos Estados Unidos, bem como de estabilidade no continente sul-americano, particularmente na região do Prata, assinalou o ponderável esforço militar cometido pelo Brasil.

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A Guerra da Tríplice Aliança

Do ponto de vista histórico, a Guerra da Tríplice Aliança pode ser considerada um grande acidente. Solano Lopes cometeu um erro monumental ao subestimar o Brasil e a Argentina. Mesmo que obtivesse vitórias significativas nos primeiros meses de guerra, consoante o seu plano comentado no início deste trabalho, tanto o Brasil como a Argentina, países muito mais populosos, poderosos e ricos, jamais abdicariam das extensas porções de territórios que detinham há gerações e que Lopes pretendia lhes arrancar à força.

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